HOMEM

O CALVÁRIO DO HOMEM

O CALVÁRIO

Este ser não trabalha em torno de si, não tenta conhecer-se, ao contrário, inventa uma felicidade hipotética e, geralmente, desperdiça toda a sua vida tentando encontrá-la externamente, dela afastando-se, portanto, cada vez mais.

Cria traumas, depressões, tudo, enfim, na tentativa de poder explicar o seu sofrimento. Com a intenção de minimizá-lo, busca a paz fora de si, imaginariamente. Surgem, assim, a inveja, a mentira, o ciúme, a vaidade, o “status”, a frustração, etc., que nada mais são do que o conjunto de seus “egos” negativos, seus “demônios”.

Por não procurar compreender, nem sentir, nem admitir, quão forte é a influência exercida por sua parte destrutiva, este ser passa a vida toda tentando justificar-se, não permitindo que a sua parte mais pura – a sua essência animal – aflore.

Entretanto, enquanto busca soluções no mundo exterior, seu verdadeiro mundo, seu sistema interno, revolta-se, como que a clamar: “sua felicidade, seja qual for, está a seu lado, porque ela é você”. Por isso, sofre: por não acreditar nesta verdade.

Sofre, por ser incapaz de perceber os conflitos em seu interior e, ainda que os perceba, sente-se impotente para vencê-los. Até que…

De repente, um dos muitos “egos” que habitam este ser, desperta dentro dele e lhe diz: “Você, que busca a felicidade externamente, observe; ela é invenção sua, a partir de seus próprios sofrimentos e emoções negativas. É, portanto, efêmera; pertence ao sistema, e este, é destrutivo para proteger o homem do próprio homem. Assim, o sofrimento passa a ser a meta deste ser. Por ser sistêmica, a felicidade que busca está fora dele.