Um ser é dado à luz, fruto da união física de dois outros seres: seus pais, a quem cabe a missão de orientá-lo, até que atinja a idade de assumir a construção do seu próprio caminho.
Em nome do amor, este ser é moldado a imagem e semelhança de seus pais, dentro dos mesmos padrões, métodos e procedimentos que estes utilizam no seu dia-a-dia sistêmico.
Quando estiver pronto (?) para chamar a si a responsabilidade pela construção do próprio caminho, nada garante que este ser irá entender o porquê da existência deste ou daquele sistema.
Seus pais impuseram-lhe, inconscientemente, padrões os mais diversos, modelos, métodos, processos, procedimentos, crenças, medos, culpas, …, da mesma forma como seus avós fizeram com seus pais, seus bisavós com seus avós, seus trisavós com seus bisavós, seus tataravós com seus trisavós, e assim por diante.
Inteligente, porém, dotado de pouquíssimo conhecimento, este ser começa a questionar o sistema em que vive, seus valores, suas permissões, e principalmente, suas proibições. Começa, enfim, a questionar o sim e o não.
A partir daí, tem início o “seu” sofrimento, o “seu” calvário: a “sua” via crucis.
1. Nunca se lamentar ou diminuir a si mesmo.
2. Saudar cada amanhecer com metas para o dia que chega.
3. Manter o entusiasmo ao longo de todo o dia.
4. Jamais ser rude com uma alma vivente.
5. Buscar, serenamente, em cada adversidade a maneira de superá-la.
6. Viver cada dia seu, dentro do sistema, como se fosse o último; trabalhar cada dia seu, como se fosse assistêmico e imortal.
7. Nunca mais aguardar, passivamente, que a oportunidade apareça.
8. Sempre emprestar todo o seu empenho à tarefa em curso.
9. Comemorar todos os seus sucessos, ainda que pequenos.
10. Examinar sempre, a cada noite, o que fez no dia que se vai.