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Conversa Franca

Bem-vindo ao capitalismo humano. Você está de parabéns por ter chegado até aqui.

Afinal de contas, nada lhe foi oferecido além de meras informações, sem deixar bem claro nosso objetivo final. Trabalhamos exaustivamente durante anos os modelos operacionais dos humanos nos diversos sistemas que compõem os universos sociais, equacionando e contrapondo suas possibilidades e limitações de modo a desvendar os segredos que encobrem os caminhos que levam à satisfação individual plena de cada um em prol do bem comum.

Nossa meta beira a utopia e é irrelevante aos atuais sistemas vigentes, visto que nosso produto não pode ser mercantilizado à moda costumeira. Hoje a riqueza, que para o sistema é sinônimo de posse de coisas tangíveis, bens, status e poder, passou a ser a balizadora de todos, sendo o único meio vislumbrado para se alcançar a felicidade. Décadas atrás talvez pudesse ser válido esse pensar. No entanto, com o avanço tecnológico havido, essa concepção traz em seu âmago a distopia, a obrigação de ganhar dinheiro através do próprio sistema. Esquecemos do intangível, da contemplação da maravilha que é um ser humano, único animal dito racional. Se riqueza fosse atrelada ao dinheiro, ao status, aos bens materiais e ao poder, os milionários, os poderosos, as celebridades seriam os seres mais felizes e teriam o que dividir, já que aprendemos que não se divide pobreza nem ignorância. Não teríamos tiranos, nem ditadores.

Aqui não nos concentramos no tangível nem nos trâmites mercadológicos, onde somos limitados à moda, aos slogans, ao canto dos influenciadores sociais, intelectuais e aos ditos do dia a dia. Vivemos uma “Santa Ignorância”, com um excesso de informações e quase nenhum conhecimento.

Procurando promover uma mudança no status quo, examinamos os modelos operacionais das comunidades e as possibilidades que têm os que vivem nos extremos sociais, os mais pobres e os mais ricos, dentro de uma sociedade humana.

A nossa abordagem sistêmica trata do HOMEM, da SOCIEDADE, da EMPRESA, do GOVERNO e da FILOSOFIA. São cinco grupos complexos onde o homem é colocado e deve atender a um sistema especifico. Da sua visão sistêmica e de sua maturidade emocional irá depender todo o seu desempenho e felicidade.

O homem, inicialmente, é inserido, à sua revelia, em um sistema social por meio de um registro de nascimento. Isso quando é registrado, o que nem sempre acontece e é ainda pior. Após isso, passa por etapas quando é nominado sucessivamente de bebê, neném, criança, adolescente, adulto, velho, ancião, etc…

Na fase adulta, o homem se descobre com desejos, com hábitos e com emoções. Até essa etapa, ele esteve submetido a uma cultura, incorporou hábitos e comportamentos que lhes foram entregues pelos sistemas familiares e educacionais.

O homem hoje, além de mutilado inicialmente pelos sistemas familiares e pelos sistemas educacionais, é exaustivamente saturado de informações oriundas do ambiente tecnológico em que vive e para o qual não foi devidamente preparado. O homem moderno passou a ser um caso sem solução, sem se pensar, vivendo na pobreza de sua “Santa Ignorância”, confrontando-se com problemas que não conseguiu identificar com clareza.

É nesse instante que entramos com nossas perquirições, a conveniência de se estabelecer um sistema sensível, um sistema que reconheça as deficiências inatas e as adquiridas do ser humano, que estimule a sua capacidade de criar e contenha o seu poder destrutivo. Sabemos que é muito mais fácil destruir que construir, implantar a cizânia do que promover o entendimento, entregar-se ao sofrimento do que assumir a felicidade. Tememos os violentos e pisoteamos os mansos. Aceitamos elogios e rejeitamos críticas. Vitórias nos envaidecem, derrotas nos arrasam.

Idealizamos o capitalismo do futuro, o capitalismo humano, onde a riqueza que se busca é a felicidade do indivíduo, sendo ele próprio o seu meio de produção. O seu lucro será todo ele o somatório de bens intangíveis que o harmonizem com a vida no planeta como o autoconhecimento, a percepção dos ambientes, a visão sistêmica.

Nosso objetivo principal é fornecer uma semente a quem se sentir com coragem de se ver sem erros de paralaxe, com tempo e coragem de cultivá-la a tempo e a hora de modo a colher seus frutos. Dela virão as ferramentas básicas necessárias para obtenção do primeiro grau de riqueza humana, que é a sua sobrevivência, uma vez adulto e livre. Note que consideramos que o sistema vigente nos alimentará e nos manterá vivos até atingirmos a fase adulta, quando adquiriremos a capacidade de nos conhecermos de fato e poderemos nos considerar donos dos nossos destinos. A sobrevivência é o primeiro objetivo a ser atingido pelo humano adulto e consciente.

Garantida a sobrevivência, deve-se iniciar a busca da felicidade, a busca da verdadeira riqueza. Ela é viável. No entanto, consideramos o fato de que a liberdade de escolha é sempre individual. Gerenciar de forma efetiva toda sua massa corpórea de forma a mantê-la integra e saudável é responsabilidade pessoal de cada ser.

A pobreza pode ser a opção do indivíduo, uma forma de fuga que a natureza concede a quem teme o enfrentamento às vicissitudes sistêmicas e procura culpados pelos seus infortúnios. Para os mais pobres, basta um instante de lucidez plena e independente para eliminar a retórica falaciosa do vitimismo, de oprimidos e opressores.

Os ditos mais ricos pelo sistema que define a riqueza como sendo sinônimo de posse de bens materiais, que confere destaque, reconhecimento e poder aos abastados, tendem a negligenciar a gerência efetiva de suas massas corpórea estando suas mentes saturadas de informações mal processadas. O interesse exacerbado em conquistas relacionadas a esses bens dificulta a percepção daqueles outros que os conduziriam à felicidade efetiva. Para o sistema, ser feliz seria determinístico a esses “ricos”.

Com a disseminação de novas possibilidades como IA e o metaverso será doloroso para aqueles “ricos” acatarem o cultivar de uma semente que lhes farão realmente ricos e poderosos, à parte de suas atuais “riquezas”. Não é uma tarefa fácil, visto que em todos os sistemas humanos somos programados para a vitória. Descer em busca de uma vitória intangível, aquela de aquisição fácil pelos pobres, seria uma derrota, embora uma derrota momentânea para se habilitar aos pilares de suas novas riquezas.

A natureza é justa, pródiga e implacável, não criou o homem com distinção. Todos os homens nascem iguais, o sistema é quem os vão modificando gradualmente. No entanto, a liberdade será a mesma, o direito de acesso a novas riquezas é, em si, um problema pessoal. Cabe a decisão a cada um de per si.

As considerações acima são as bases do desenvolvimento ao longo desses últimos 40 anos de nossa semente a qual hoje consideramos pronta para germinar. O acesso a ela vai depender do desejo declarado das pessoas. Estamos preparados para propiciar tanto aos mais ricos quanto aos mais pobres, atingir a riqueza assistemática e serem realmente felizes.

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